terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

É agora...

Eu, que sempre fui criticada por pensar, me preocupar, às vezes até planejar o futuro, comecei a pensar em finitude e coisas do tipo. O amanhã está muito fora do meu alcance pra perder tantas horas, tantas noites de sono, pensando, pensando, pensando. Não sei sequer se estarei viva daqui há algumas horas. Então, como ouso a pensar na minha volta ao Brasil em junho? Como ouso a pensar em ter alguma coisa concreta e verdadeira com a Amanda? Como ouso em acreditar? Isso não pode estar certo.
E não me permito mais isso. Não me deixo mais levar por conversa mole, por desculpas esfarrapadas, por palavras disfarçadamente doces. Não me permito mais a sempre ceder briga após briga, ofensa após ofensa, humilhação após humilhação.
E eu podia, como de costume, dizer que isso tudo está doendo demais. Mas não. Porque me disseram que sentir dor e saudade é coisa de adolescente de 12 anos. Eu acreditei. Não sinto nada disso.

2 comentários:

Uma mulher disse...

é amiga, vc tem escolhas e opções. sofrer tb é parte do ser humano,e de suas fraquezas,qdo leio essas palavras tuas, vejo alguém cheia de dor e que não quer mais sofrer.escolha fazer diferente, só isso, mas deixar de sentir isso não acontece.
vc deu um passo certo e te admiro mais ainda por isso, mas não se perca por ninguém nem se perca em si mesma. viva mesmo o presente e o que hpa pra se viver, só nãod deixe a incerteza do futuro castrar todas as suas e possibilidades e volto a falar, viva mesmo o HOJE é o momento que mais importa...amo vc, sua amiga eterna...
Gabi

Citizen Insane disse...

Isso me faz pensar em pedras nos rins, os cálculos. Acúmulo de substâncias no sistema excretor, o filtro. Substâncias naturais, produzidas pelo corpo e ingeridas na alimentação. Cálculo, que segue uma lógica invisível, que não é humana, que não existe na natureza. Então, talvez, se 2+2=5, você estaria mais tranqüila. Apesar de que o 4 forma uma linha bonita, um caminho bonito de se seguir, 4lice.